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"Juiz foi sensato ao n????o decretar prisão do ex-presidente̢", avalia advogado de Cachoeiro
2017-07-13 00:00:00

  A decisão do juiz Sérgio Moro em condenar o ex-presidente Lula a nove anos e seis meses, mas sem decretar a sua prisão, permitindo que ele recorra em liberdade movimentou o país na quarta-feira. Opiniões divididas e uma certeza: É um momento histórico, afinal, é a primeira vez que alguém com um histórico desse é julgado e condenado em ação criminal.
  Para o advogado cachoeirense Wilson Márcio Depes, o momento é de ter cautela, tanto ao opinar, como para tomar decisões como foi a do juiz Moro. “É muito difícil opinar sobre a decisão que condenou o ex-presidente Lula, através de sentença do juiz Sérgio Moro, que ainda não li. O momento no país é muito delicado, vive-se sob efeito de opiniões apaixonadas. A paixão, as emoções, a falta de sensatez, a sensação de que estamos sempre rodeados pelos caos resultado do quadro político e econômico hão de levar sempre a julgamentos passíveis de censura”, disse.
  Para ele, Moro foi sensato. “Seria imprudente se opinasse sobre o mérito da causa sem conhecer os autos, as peças principais do processo. Mas tenho a dizer que o juiz foi, no mínimo, sensato ao não decretar a prisão do ex-presidente, pois poderia propiciar uma situação sem precedentes. Lula ainda é um líder popular com muito prestígio, independentemente das situações jurídicas. Terá tempo para recurso de apelação e devemos acompanhar o trâmite do processo com equilíbrio”, acrescentou o advogado.
  E finaliza: “a situação, hoje, infelizmente, é muito mais emocional que jurídica. Só se faz justiça com provas. O próprio Código hoje, amplia a importância das provas. Ainda há muita água para passar debaixo da ponte”.
 

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