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O jogo já começou...
2023-01-17 12:29:14

Escrevo a última coluna do ano. Aliás, um ano de muitas emoções. Algumas decepções, com a derrota da seleção brasileira, o retorno do vírus da Covid de forma diferenciada, a resistência de as pessoas em tomarem a vacina, mas a esperança que o novo Ministério da Saúde será mais eficiente em todos os sentidos. A eleição, a rigor, produziu muitas mudanças e os políticos precisam passar por uma verdadeira reciclagem porque daqui a pouco teremos novo pleito para o Executivo e Câmara Municipal. Novas alianças, auscultagem na opinião pública sobre os efeitos do novo governo de Lula, são fatores essenciais para um político que se prepara para o futuro.

Em princípio, diria que a situação do governador Renato Casagrande é de importância junto ao presidente Lula. Embora tivesse que enfrentar um bolsonarismo muito violento no estado para vencer a eleição, com bandeira a meio mastro, ele possui trânsito junto ao novo governo.  Isso vem de longa data, quando foi vice-governador e senador. Renato demonstrou ser um governador competente e, sobretudo, hábil. Isso agrada a Lula a tê-lo aliado.


O prefeito fez mal em dizer que nunca votou no PT, por desnecessário, mas comportou de forma madura ao se manter o tempo todo ao lado de Renato. O governador hoje é a grande ponte para se chegar ao Poder Central.  Aliás, quando digo que o prefeito fez mal em revelar que nunca votou no PT para justificar sua posição diante das eleições, é porque se tratava de uma frente ampla em favor da democracia. E não só o PT.  Claro que o bolsonarismo é preponderante em Cachoeiro, mas são eleitores que se adaptam ao tempo. Principalmente os empresários.

Ora, o Supremo Tribunal Federal e a Justiça Eleitoral estão investigando os grupos golpistas ligados ao presidente Bolsonaro em busca de punição para preservar a democracia. Isso não me parece apenas uma situação súbita ou fragmentada. Mas um processo. O processo deve continuar, justamente porque os movimentos são insanos. Não quero comparar com o que aconteceu no Capitólio, mas se corresse frouxo não teríamos a posse de Lula. Digo isso sem medo de errar: a situação de normalidade democrática se deve a coragem do ministro Alexandre de Moraes.

Um médico outro dia me perguntou: "Como faremos agora para concretizar o sonho de construir o Hospital do Câncer?".  A resposta é clara. Não há caminho melhor do que o prefeito Victor e outros deputados via governador Renato. Aliás, diga-se, Renato ainda tem um caminho político longo para percorrer e pretende eleger um sucessor de Victor tão amigo quanto ele.

Cabe a Victor, agora, recompor o seu time. Há deputados de olho na prefeitura, como é o caso, por exemplo, de deputado eleito Bruno Rezende, com mais de 31mil votos.  Maior surpresa dessas eleições. Não se pode fechar os olhos para essa situação, exatamente porque há outros deputados ligados Victor, como é o caso de Alan, com mais de 15 mil. Parece que Victor, neste momento, prefere seu vice, Rui Guedes. Mas a bola está no pé de Bruno. E jogo parece que já começou.

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